Act of a demon or the work of god

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

peace....?

Paz. Muitas pessoas pensam que ter paz é estar num mundo sem guerras, por exemplo. Mas viver num ambiente onde boas relações sejam fomentadas não significa que aversão a alguém ou a alguma atitude não exista. As pessoas ainda continuaram possuindo suas mascaras, continuaram fingindo, mentindo e em algum lugar, num certo momento, essa paz tão frágil será rompida. Essa paz rompida por rompida por um será rompida por outro e outro, iniciando um efeito em cadeia até que... boom, uma nova guerra.
Paz para mim é poder estar no meu quarto, meu escuro e vazio quarto. É onde eu posso tirar minha mascara, pendurá-la na porta e ser eu mesmo. É onde eu não preciso mostrar um sorriso quando tudo que eu queria era deixar o chão encharcado em lágrimas, onde minha cara de ódio, revolta ou desgosto não precisa ser substituída por um rosto que simplesmente ignora algum fato. É onde não sou chamado de louco por me importar com algo.
Para mim, ser você mesmo é ter paz, tranquilidade, é estar em harmonia com a alma; e quando eu puder ter tudo isso fora das minhas quatro paredes, acho que também poderia dizer q encontrei a felicidade, não poderia?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Não olhe pela janela para ver o Sol nascer apenas porque te disseram que é bonito. Não beba algo que não goste só por que está com um amigo. Não faça das verdades de outros a sua própria apenas por achar vários adeptos da mesma. Você é bem mais que isso. Sua mente pensa. Seus pensamentos fluem. Você é dono de seu corpo e não precisa de um ventríloquo que te guie para aonde você “deseja” ir.
Procure seu próprio caminho, tome suas próprias decisões, ache uma flor diferente bonita – por que não? – afinal, é você quem precisa gostar, acima de tudo, do que faz, do que vê, ouve, fala e sente! Sua opinião é tudo. Ela pode ter uma pitada de opiniões alheias, mas devem ser suas, pois é ela, é sua suam maneira de perceber o mundo quem te define como pessoa, não como mais uma maquina apenas...

Scream


Quando sentir uma dor que ninguém pode ajudar a superar grite, mesmo que por dentro. Grite com tanto ódio a ponto de não reconhecer sua própria voz, a ponto de destruir sua beleza com tanto horror. Grite como se estivesse sentindo a dor mais profunda, como se em todos os dias tudo que você conseguisse sentir fosse uma sensação semelhante a de uma espada atravessando seu peito. Grite com tamanha angustia que os outros não consigam suportar o som – julgando sua dor como se fosse a própria deles. E quando cansar, quando sua mente não suportar mais sua própria explosão em meio à fúria e tristeza, recomponha-se, retome sua paz que foi tão abalada por algum motivo que poucos conheçam, que ninguém conheça ou que só pareça importante para você. Então caminhe novamente, siga seu destino sem mais mágoas e reze para se mesmo pedindo para que nunca mais essas sensações expulsas de sua alma voltem a incomodar, reze para que exista alguém que faça-a parar de uma maneira mais singela, reze para que não precise mais caminhar sozinho e não precise mais suportar tanto peso em suas costas solitárias.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Um dia um amigo me disse:


- Mas você nunca a viu pessoalmente. Como pode gostar de alguém que nunca viu? Que ao menos conheci direito?

Enquanto conversava com ela eu descobria coisas sublimes. Eu pude conhecer um pouco das coisas que ela pensa, um pouco das coisas que ela gosta, eu pude enxergar uma maneira de ser que encontrei em pouquíssimas pessoas. E aos poucos isso foi me encantando. Saber quem ela é não é conhecer o seu rosto, saber de seus defeitos e qualidades físicas. Saber quem ela é significa entender, pelo menos um pouco, o que ela sente por dentro, o que ela pensa, mas não diz. Devo estar muito longe de saber todas essas coisas, entender quem ela é. Mas eu quero. Quero poder entendê-la, ajudá-la quando ela estiver quebrada por dentro e compartilhar alegrias e tristezas. Eu não entendo muito bem o motivo disso... mas acho que posso chamar de amor, você não acha?

terça-feira, 30 de novembro de 2010



              
               Aquele caminho era longo, muito longo. Sabia que se eu fosse, em algum momento, teria de voltar. Mas isso não me importava tanto... As árvores ao redor, o ar fresco daquele campo artificial e a leve brisa que carregava levemente meu corpo eram tudo que eu queria sentir, não importava a distancia, eu só queria mais uma vez aquela sensação. Sentir algo puro era tudo o que eu queria. Sair daquela turbulência, daquela agitação desnecessária, do egoísmo, mascaras e mais mascaras... corações frios. Fechar-me num casulo verde e calmo, isolado daquele ar cinzento e nuvens escuras de carbono que choviam tristeza e rancor.
            Então corri. Corri até que minhas pernas não pedissem mais para parar, apenas não se agüentassem e me empurrassem no chão. E já sem fôlego eu levava o restante do meu corpo ao encontro do chão. Deitado e ofegante. Nada mais passava por minha mente. Não ouvia buzinas, brigas, brocas, britadeiras. Apenas o som que as folhas faziam quando a brisa passava por elas.
            Eu sabia que em algum momento teria de voltar ao tumulto, mas enquanto estava ali estava livre! Era quem eu quisesse ser.Podia ser eu mesmo. Tudo era sublime, puro, sem mascaras. A cidade não existia, os prédios não existiam, a dor não existia.
            Mesmo assim, sempre voltarei para o mundo que chamam de real até o dia que conseguir levar tudo que preciso para que meu casulo verde seja perfeito, ate que consiga levar você.

sábado, 30 de outubro de 2010

Odeio títulos

Até hoje não sei ao certo quem é você
Não sei ao certo de onde te conheço
Quando começou...

Mas talvez isso não tenha importância,
Porque quando vejo a lua
É você quem vejo brilhar

E quando toco a brisa
É você quem eu queria
Que estivesse aqui para tocar.

É quem eu quero que me desfaça
Que torne minha estática, dinâmica
Que faça do meu andar, desequilibrio

Pois é você quem me embriaga
Como a luz do luar
E me traz sensações tão sublimes
Que não sei explicar.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Cala querendo ser mudo.
Já sabe que suas boas idéias
Não ajudaram o mundo

Nada se pode fazer.
Fecha os olhos querendo ser cego,
Não a nada que valha para se ver

Tapa os ouvidos querendo ser surdo
Já sabe que quando ouve
Ouve os sons de absurdos.

Mas ainda ousou uma vez
Estender as mãos para dar esperança.
Recebeu, em troca, esmolas de um mendigo
Que teve pena desse pobre louco.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

           Saudade daquela grama, perto daquela árvore qualquer que intitulei como marcadora de um local. Daquele lago que ficava à minha frente. Da luz fraca do fim da tarde, bem próxima do anoitecer. Dos barulhos que se ouvia de longe da rua movimentada das redondezas daquele pequeno parque...
           Saudade das sextas-feiras em que ia para lá, para esse parque, com minha melhor amiga, com nossa barra de chocolate branco e nossa coca de 600ml. Ficavamos deitados na grama apenas adimirando o céu, adimirando as luzes dos faróis que começavam a se acender, batendo nossos papos supostamente filosóficos, contando de nossas vidas, de nossas alegrias, de nossos problemas....
           A última vez em que deitei naquela grama - uns dias antes ou depois do meu aniversário, isso já não importa - deitei sozinho, derramei minhas lágrimas e desde então me vejo assim: só.

sábado, 2 de outubro de 2010

(insira aqui um bom título)

Não, não sou aquela pessoa fria
Que você sempre me apontou ser.
Não sou aquele homem insensível
Que sempre me disse ser.
 
Sou como todos são,
Tenho os sentimentos que todos têm.
Sinto amor, vejo ódio,
Tenho inveja, sou hipócrita.
 
Sou como todos os homens,
E aprendi a esconder minha face,
Assim como escondem as suas.
Só consumo mais uma mascara.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010


E é então que me completa
E traz a sensação desse sentimento,
Tão complexo em sua simplicidade,
Que me embriaga em totalidade.

A alma, que já fora de um único corpo
Liberta-se e se entrega num outro.
Dividiu-se em duas, uniu-se em dois;
E com sua alma me invade o Amor.

E esse Amor, inexplicável em razão,
Queimando eternamente entre serenidade e paixão,
É imenso tal qual algo imensurável,
Em distancias, em palavras.